Após Jéssica sair, eu parei de pensar nela...
Eu já estava perto de Luísa e ela parecia calma e íntima de hospitais, acho que a infância dela tinha sido meio apertada. Não conseguia me acostumar com o ambiente de hospital, me dava náusea, aquele cheiro, aquele ambiente fechado e calmo.... Não era meu estilo...
-Já está melhor?
-Errr...vou fica legal...- respondeu Luísa desanimada.
A televisão nos chamou a atenção, estava um caos lá fora, havia alguns relatos estranhos como aquele cara que estivera no meu apartamento, pessoas atacando uma as outras sem motivos, mas isso já acontecia sempre, antes mesmo das noticias sobre o novo vírus, então não dei a mínima.
-Acho melhor vocês saírem, está tarde, e nossas camas estão cheias.- disse o médico
-Certo, mas o que você sugere?- perguntou Luísa
-Sugiro que você me deixe a sós com ele, preciso dizer algo.
-Você pode dizer pra mim!
-Já chega, eu saio, e você fala com ela!- falei com raiva
Eles ficaram discutindo durante horas, eu não aguentei, estava com uma puta vontade de dormir, acabei dormindo. Meu sonho foi muito estranho, e muito sem noção, não acho que tenho necessidade de contar aqui.
-ACORDA!- gritou Luísa, sorrindo.
Eu acordei, levei um susto e de brincadeira corri atrás dela.
-Tá cansei!- falei
-Broxa!- Luísa me provocou
-Vamos em bora, tenho umas coisas pra fazer.
-O quê?
-Você vai ver.
-Você não vai atrás daquela garota né?
-Você viu?
-Como assim "você viu?"? Vocês conversaram aos berros! Todos do hospital viram!
-HAHAHAHA! Dela não...Dele
Ela ficou surpresa, afinal, ela devia estar se perguntando "Dele?", "Como assim "dele"?"
No caminho, veio alguém em nossa direcção, parecia desesperado, estava cheio de ferimentos e não sabíamos se iria morrer, havia tanto sangue deixado no chão enquanto ele corria, ele atropeçou e ficou me culpando.
-Seu maluco! vamos todos morrer!- ele tivera falado desesperado.
-Ei! Menos! O que aconteceu? podemos ajudar! - falei tentando acalma-lo.
-Seu idiota! não há salvação!
Algo veio rápido de mais, eu e Luísa nem vimos, essa "coisa" pulou e atacou o homem deitado, dilacerando seu pescoço. Eu e Luísa ficamos paralisados olhando aquilo, eu tomei iniciativa e o chutei para fora do corpo.
-QUEM É VOCÊ?! E QUE PORCARIA É ESSA?! -perguntei gritando e mirando a arma para ele.
Ele não entendia, apenas deu um gemido e correu para cima de mim, de reflexo eu atirei nele, mas não entendia nada.
-Você está bem? - perguntou Luísa
-Estou, mas essa cidade não está mais.
-Nunca esteve.
-Hehehe...
-Pode me explicar agora quem era ela?
-Sim, uma garota por quem eu me apaixonei um dia, fim da historia.
-Depois eu que sou a estranha! - falou Luísa rindo.
-Droga! minha arma não tem mais munição.
-Vem! acho que sei onde podemos arrumar mais! - falou Luísa me puxando
E então, começou meu "novo futuro", não achei que seria nada...Até agora.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
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