14 de Dezembro de 2012
O estranho daquele dia, não foi o mundo ter acabado, foi simplesmente pelo processo ter sido devagar de mais, só que ninguém conseguiu conte-lo...
Eu escrevo esse diário, para o caso de algum sobrevivente o encontrar....
Dia 14 de Dezembro de 2012....
Então, mais um dia na escola, amanha é meu aniversário de 13 anos acho que seria outro dia normal, não costumo comemorar meus aniversários.
Na escola na aula de biologia estava dando uma matéria sobre os vírus e suas possíveis mutações, eu não prestei atenção, não estava nem um pouco afim de olhar para um bando de "coisas" se mexendo em um microscópio, Matheus, um velho rival, ele adorava se mostrar na frente da turma, então ele me cortou com um pedaço de vidro que ele encontrou no chão, eu amei dar um soco em sua boca, eu era apenas um garoto de 12 anos, mas o garoto adorava me humilhar, não bati por causa do vidro, e sim por tudo que ele fizera antes ...
Foi outro dia estranho e chato, eu estava voltando pra casa a pé, quando o ónibus da minha escola bate bem perto da minha casa, o acidente foi tremendamente estranho, eu não consegui ver no que ele bateu.
Corri, para o ónibus no qual eu achava que iria pegar fogo, o ónibus estava virado, tinha sido uma batida feia, tive que pegar algo para quebrar as janelas já que as mesmas não abriam.Só consegui tirar duas pessoas de lá, eu estava exausto, eu não havia dormido e eu n entendi por que eu me sentia totalmente esgotado e com falta de ar, e ainda tinha q ir andando pra casa.
Quando eu fui entrar de novo para ver se eu podia salvar mais alguém, o ónibus pegara fogo, dava pra ouvir os gritos agonizantes dos alunos ao serem queimados vivos, estranhamente, eu não senti pena, apenas um vazio por não ter conseguido salvar quase ninguém.
Consegui salvar Jéssica e Matheus, eu odiava o Matheus e vice-versa, até hoje não entendi por que quis salva-lo, por outro lado, eu era apaixonado pela Jéssica, não havia como deixa-la lá...
Logo depois eu desmaiei, "acordei" em um hospital, eu não entendi, eu não tinha controle do meu corpo, não tinha nenhum dos meus sentidos exeto pela audição, eu só conseguia ouvir o choro desesperado de Jéssica, aquele foi o som mais lindo e mais agonizante que eu já ouvi, por um lado, ela estar chorando, e pelo outro, ela estar chorando pelo meu estado que eu nem sabia o que era....
sábado, 8 de agosto de 2009
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