Eu acordei um tempo depois, com a minha fome, eu achei que seria lá paras duas da manha, ao me levantar percebi que a sala onde eu estava era muito estranha, era completamente branca, havia uma pequena parte de vidro onde eu podia ver quem estava do lado de fora, havia um médico conversando com a Jéssica, e o Matheus estava olhando para mim com um olhar assustado, eu retribui o olhar ao vê-lo daquele jeito... o medico virou rapidamente para mim, e saiu correndo para dentro da sala. ele me fez umas perguntas, mas eu não ouvia, estava olhando para Jéssica e me perguntando por que tinha agulhas no meu braço e uns fios no meu peito. Ao recuperar o controle, decidi falar com o médico.
-Desculpe, não ouvi....- eu disse com uma voz roca.
-Você sabe quantos anos você tem?-perguntou o médico
-Sim, 12 anos, mas o quê isso tem haver?
-você sabe o que lhe causou isso?
-você que é o médico, me diga você. - falei em um tom sarcástico
-olhe para seu abdomem- disse ele preocupado.
-Ok.- fiquei surpreso com a resposta dele.
Ao olhar para meu abdomem percebi que havia um buraco, que estava cicatrizando, eu não compreendia nada, vi em filmes que uma simples facada já matava, então eu não entendi o por que de eu não ter morrido com estrago tão grande.
-Não há como sobreviver a isso, não é?- eu perguntei assustado
-Eu não sei como você está vivo, você tinha morrido a 4 horas a traz.
-Então o que eu faço agora?
-Vou anestesia-lo e ver o que se passa em seu ferimento, tudo bem?
-COMO ASSIM? VOCÊ VAI ME OPERAR?-Perguntei aos gritos.
-Existe um ferro preso em seu fígado, você está perdendo sangue, se eu não fizer nada você irá morrer, de novo...
-Tudo bem....
Com o que ele disse, não havia com manda-lo ir a ***** ou recusar, ele me anestesiou e eu acordei umas horas depois, com muito frio... o médico estava ao meu lado, esperando eu acordar.
-Que bom que você acordou, eu sei que você não vai conseguir me responder ainda pelo efeito da anestesia, mas eu posso lhe dizer que você vai ficar bem, mas eu não fiz nada. Parece que o seu organismo fez algo impossível, você alterou a composição química do ferro, ele virou parte de seu organismo, a sua ferida, está cicatrizando em uma velocidade incrível, percebi que há uma corte no seu braço, você era bem "traquinas" em? acho que há alguém lá em cima cuidando de você.
Eu dei um leve sorriso, não sei da onde tirei força para sorrir, eu estava muito fraco, cheio de fome, e não sabia o por que de eu nem conseguir falar, acho que era por causa da anestesia, quem sabe...
-Voê... poe me ajuar.... a levantar?- eu disse, ou pelo menos tentei dizer, quase sem fôlego.
-Acho melhor você ficar deitado, descanse, quando você acordar vai ficar melhor.-disse o médico com um sorriso no rosto.
não conseguia dormir, ainda estava agitado pelo que houvera acontecido. quando já me recuperei para poder andar, a primeira coisa que eu queria fazer e ir até Jéssica e perguntar o por que dela estar chorando...
-Por que... você estava chorando? - eu disse, ainda sem fôlego.
-Por nada, eu sou chorona mesmo...- disse ela dando um grande sorriso
-O que o médico disse para você?- disse matheus, com um olhar torto.
-Não entendi nada, se quer saber. - Jéssica deu um pulo e me abraçou.
-Quase achei que você tinha morrido...- disse Jéssica com umas lágrimas saindo do rosto.
Eu estranhei muito, ela nem me dava bola na escola, e por mais que eu estivesse gostando eu tinha que tira-la de perto de mim, eu estava me sentindo sujo por dentro e estava com medo de algo acontecesse a ela
-Acho melhor você me soltar, sua camisa vai ficar cheia de sangue.
-Tudo bem, mas eu não me importaria, eu gostaria de agradecer pelo o que você fez antes...
-Não por isso- eu disse ficando com as bochechas vermelhas...- Acho melhor irmos para casa agora, certo?
Eu me senti o líder da situação, mas fazer o que? eu me sentia bem daquele jeito. ao chegar na porta, o medico não deixa eu sair, dizendo que seria melhor eu ficar, pelo menos uma noite, eu disse que queria ver minha família, ele me deu mil e um motivos para eu não ir, decidi que seria melhor ficar, e prometi que depois falaria com eles...
sábado, 8 de agosto de 2009
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