domingo, 9 de agosto de 2009

Assim que eles saíram, eu me senti muito fraco e por um segundo não sentia que eu estava respirando, eu caíra ali mesmo... Aquele não era meu dia de sorte, meu braço foi cortado, um caminhão explodiu na minha frente, fiquei hospitalizado, perfurei meu fígado, fui operado, não conseguia respirar, e ainda bati a cabeça no chão. O dia estava sendo perfeito, só faltava uma TV de 59 polegadas e uns dunnuts e eu juro que repetiria tudo de novo...Eu voltei ao meu antigo estado, perdi os sentidos, só me restou a audição...
-Vamos leva-lo ao laboratório, quero uma amostra do sangue dele...-disse o doutor-Rápido! Preciso do sangue ainda quente.
Eu conseguia ouvir barulhos de ferramentas, não queria nem pensar no que eles estavam fazendo, não conseguia abrir os olhos, pareciam que estavam grudados.
Aos poucos fui recuperando os sentidos, primeiro foi o tacto, eu sentia uma IMENSA dor no abdomem, dava vontade de desmaiar, depois foi a visão. Eu estava em casa, meus pais aparentemente não estavam, eu me sentia totalmente revigorado, não havia mais dor, eu estava totalmente energético e não sentia nenhum efeito do que passara antes...

Logo depois, veio o olfacto, O cheiro de carne podre era incrível, não havia nada igual...

Fui até a varanda, peguei umas roupas e fui tomar banho. Eu não parava de pensar em como eles estariam, eu passei a ter um afecto pelo Matheus depois disso, nada pessoal, mas acho que poderíamos ser amigos apesar de tudo.

Não consegui me controlar, pus uma roupa e sai correndo até a casa da Jéssica, ao chegar, eu a vi chorando outra vez, passei a pensar que não era por minha causa, e sim por um namorado ou qualquer coisa do tipo.

-Você está bem?-Perguntei me apoiando na janela.

-VOCÊ ME ASSUSTOU GAROTO! - dando um pulo para traz - Você podia dizer que viria ou que já tinha saído do hospital, ?

-hahahahaha, relaxa, queria fazer uma surpresa. Por que estava chorando?

-Eu já disse que estou bem, eu sou uma chorona, você se importa de mais, sabia?

-Eu só estava preocupado, já que estou incomodando, estou saindo...

-Espere! Desculpe, ainda estou tentando me acostumar com o que houve, o quê eles te disseram no hospital?

-Como assim? eu não lembro, eu estava no hospital com vocês, logo depois que vocês saíram eu desmaiei, ouvi barulhos de ferramentas, e acordei em casa, achei que teriam sido meus pais.

-Nos disseram para não chegar perto de você,que você poderia nos machucar.

-Eu nunca machucaria você, talvez o matheus, mas isso não importa.

-hehe - abrindo um sorriso - Que bom que você está bem.

-Engraçado, eu nunca me senti tão bem. Enfim, onde está matheus?

-Não sei, eu vou ligar a TV, quer assistir?

-Bem... eu.....

-Um vírus mutante está infectando muito dos cidadãos, aparentemente o Hospital nuclear afirma que houve pessoas extremamente infectadas por pessoas que tenham se ferido com objectos infectados, "O vírus é extremamente nocivo, não sabemos ainda de qual outro vírus ele sofreu mutação ou uma cura, ainda é muito recente para resultados completos, se qualquer pessoa sentir tontura, falta de ar, vá para um hospital imediatamente" disse o médico na nossa entrevista. - Afirmou o repórter do noticiário.

-Mas o quê?- falei

-Isso é impossível! O quê você sentia? - perguntou Jéssica preocupada.

-O que você está pensando? - estranhei.

-Se afaste de mim! - Gritou jéssica ao atacar o controle em mim.

-Jéssica por favor, ele nem disse que é contagioso, e eu acho que sou imune, não tem nada de errado comigo. -tentava me aproximar da garota.

-Fique longe!

-Tudo bem, se acalme! Eu vou sair, ok?

Eu sai pela janela, estava preocupado com ela, ela estava sozinha e estava chorando. Eu fiquei magoado com a reacção dela, mas também, preocupado com a reacção dos outros se soubessem disso.

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