Eu não sabia o que fazer, fui andando rua à cima, o que será que eu podia fazer? E se eu fosse pra casa, e se meus pais fossem infectados? E o que diabos o vírus fazia? Eram muitas perguntas sem nenhuma resposta, decidi ir pra casa pra ver o noticiário...
Chegando em casa vi a porta estilhaçada no chão, fiquei assustado, decidi ir correndo pra casa, fiquei desesperado o portão de casa estava ensangüentado, o sangue seguia como um caminho, como se alguém fosse arrastado, segui a "trilha" de sangue até chegar no porão, era muito escuro e muito úmido, quando acendi a luz havia muito sangue no chão mais sem nenhum corpo, o teto pingava, como se tivesse algo em cima vazando nos encanamentos, só que invés de água, era sangue.
decidi ver o que era, meu pai e minha mãe estavam lá, mortos, eu entrei em desespero, não sabia o que fazer ou o que seria feito, quem teria feito isso e o que aconteceria depois, havia uma arma na mão destroçada de minha mãe, deduzi que minha mãe matara meu pai, e meu pai atacou, meu pai nunca foi muito fraco então nunca duvidei que ele um dia fizesse isso, mas não achei que seria capaz de realmente acontecer, eu ouvi algo dentro de minha casa se mexendo. Estava esbarrando em tudo, parecia que estava fazendo de propósito.
Fui checa com a pistola nas mãos, e eu nem queria me perguntar onde minha mãe havia conseguido. Vi uma pessoa, não tinha cabelo, estava ensangüentada e parecia olhar pra mim como se eu fosse um pedaço de carne, era muito estranho, minhas mãos estavam tremulas, eu não tinha a mínima idéia do que fazer.
Ele soltou um longe e alto rugido, e pulou pela janela. Ele devia estar maluco pra pular do segundo andar, tudo estava dando errado. Eu sentei, e comecei a chorar.
Não dava a mínima se o cara estava vivo morto ou
A cidade estava louca, ambulâncias e viaturas policias por toda parte, havia muitas pessoas saindo de casa, não tive alternativa, mas se eu continuasse em casa, eu não me recuperaria emocionalmente. Peguei o álcool e como era pouco, decidi botar perto da porta e não desperdiçar, já que não havia fósforo, decidi mirar com a arma e atirar.
Eu não conseguia fazer isso, meu dedo não conseguia apertar o gatilho, havia muitas coisas para se deixar pra traz, e eu não tinha pra onde ir, estava me perguntando se isso seria a coisa certa. Retomei o fôlego e fui para dentro de casa, peguei uma mochila que eu tinha do acampamento que eu fizera com meu pai há uns anos a traz, não havia nada de mais em casa, mas era tudo pessoal.
Peguei comida, minha arma é claro, roupa e a minha confiança de volta.
Mirei com vontade e atirei, o coice foi forte, nunca havia feito isso antes, mas consegui conter, minha mão estava doendo e a porta da casa pegando fogo, botei a mochila nas costas e o boné na cabeça e fui andando.
Fui ver o Matheus na sua casa...
-MAS QUE MERDA, SAI DE CIMA DE MIM! - Gritava Matheus em com um tom de raiva
-Merda... - sai correndo para ajudá-lo
Fui correndo e bati com o ombro na pessoa que estava em cima do Matheus, empurrei com tanta força que a pessoa bateu na parede, peguei a arma e mirei ao lado de Matheus, fiquei mirando fixo caso se levantasse, ao cair no chão percebi que era a mesma pessoa que estivera em minha casa.
- Mas que merda... - fiquei impressionado
- Que foi? Pera ai! Onde você conseguiu essa arma?
- Eu vi esse cara na minha casa também, essa arma eu peguei da minha mãe.
- E onde está sua mãe?
Um silencio cobriu o momento, eu não respondia.
- Em cara? Onde está ela?
- Morta.
- MAS QUE PORRA, tu matou ela?
- Acha que eu sou um maníaco pra matar a minha própria mãe? Lógico que não.
- Então o que houve?
- Eu sei lá, a cidade está enlouquecendo. Eu tive que queimar a minha casa, deixei tudo para traz.
- A cidade está enlouquecendo, e é você que queima a casa?- perguntou Matheus, rindo.
- Vamos...
- Para onde? Não tenho para onde ir, e minha mãe provavelmente volta logo.
- Se você acha. Aproposito, tome cuidado com ele. Acho que ele morde - falei rindo.
- Muito engraçado, eu vou contigo, mas o que a gente vai fazer?
- Vamos até a casa da Jéssica, você fala com ela, ela não vai me ouvir.
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